Você abre o celular só pra ver uma mensagem, e de repente aparece um vídeo que parece feito sob medida pra você. Um tema que você gosta, algo que comentou no almoço, ou até um assunto que nunca buscou, mas que te chama atenção.
Essa sensação — de que o celular está “te ouvindo” ou “adivinhando” — já aconteceu com muitos vovôs e vovós que acompanham o nosso projeto.
Mas o que está por trás disso?
A resposta está em algo chamado algoritmo.
O que é um algoritmo?
Algoritmo é uma palavra difícil, mas o significado é simples:
É um conjunto de regras que define o que aparece para você nas redes sociais.
Em outras palavras, é o “cérebro” dos aplicativos que decide quais vídeos, notícias ou imagens vão surgir quando você rola a tela.
O algoritmo observa o que você faz no celular — e usa isso para prever o que vai te interessar.
O que o algoritmo está observando?
Você não precisa digitar ou falar nada para que ele te “conheça”. Os algoritmos são alimentados por detalhes do seu uso diário, como por exemplo:
- Os vídeos que você assiste até o fim
- Os assuntos que você curte, comenta ou compartilha
- As páginas e perfis que você segue
- Quanto tempo você passa olhando um tipo de conteúdo
- Quais anúncios você ignora e quais clica
- E até o que você e seus amigos costumam ver
Com isso, o sistema passa a “entregar” conteúdos que ele acha que vão te prender mais tempo na tela.
Mas o celular está me ouvindo?
Essa é uma das perguntas que mais recebemos.
A resposta técnica é: não da forma como pensamos.
Os aplicativos não ficam te ouvindo o tempo todo. O que acontece é que os algoritmos cruzam muitos dados — seus e das pessoas próximas — para prever seus gostos.
Por exemplo, se você conversa com alguém sobre cadeira de rodas e depois aparece um vídeo sobre isso, pode ser porque:
- Vocês usaram o mesmo Wi-Fi
- Essa pessoa buscou o tema no celular dela
- Ou vocês interagem com páginas parecidas
Isso parece coincidência, mas é algoritmo trabalhando em silêncio.
Agora… é verdade que alguns aplicativos têm acesso ao seu microfone e câmera, sim.
Por isso, é sempre importante revisar as permissões e permitir só o necessário.
Isso é bom ou ruim?
Depende.
Em alguns casos, os algoritmos facilitam a vida — entregando conteúdo do seu interesse, evitando que você precise procurar tudo manualmente.
Mas eles também têm armadilhas:
- Podem te prender em uma bolha, só mostrando o que você já acredita
- Podem te empurrar conteúdos falsos, porque o algoritmo valoriza o que prende atenção
- Podem te manipular emocionalmente, com vídeos feitos para provocar medo, raiva ou tristeza
Como se proteger (sem precisar sair das redes)?
Você não precisa abandonar a tecnologia. Mas pode usá-la com mais consciência. Aqui vão algumas dicas simples:
- Varie o tipo de conteúdo que você consome
- Desconfie de vídeos sensacionalistas, com frases exageradas ou que tentam te chocar
- Verifique a fonte antes de compartilhar
- Use os botões de “ocultar” ou “não gostei” quando o conteúdo não te agrada
- Revise as permissões de microfone e câmera nos ajustes do celular
- E, principalmente: lembre-se de que o que aparece pra você foi escolhido por um sistema — e não por acaso
Você tem o direito de escolher o que quer ver
As redes sociais não são vilãs. Mas não são neutras.
Elas funcionam para mostrar o que faz você ficar mais tempo rolando a tela.
Se você não toma as rédeas, acaba sendo conduzido por um sistema invisível.Saber disso já é o primeiro passo para usar a tecnologia a seu favor, e não contra você.
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